segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

UM PENSAMENTO

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“Todo escritor tem que ser um pouco ator”.

            Fato. Para mim ao menos. Eu não sei o quanto essa minha frase é verdadeira. Nunca tive a oportunidade ate agora de conviver com outros autores, ou vê-los trabalhar. Para mim funciona assim. Após escrever uma seqüência de diálogos tão rápido como a maneira que me vem à mente. Sento, respiro fundo e entro em um dos personagens e imagino como ele com sua personalidade e temperamento responderia e agiria a tal conversa. Certo ou errado é assim que faço. E me divirto fazendo. Mais do que imaginei ser possível me divertir.
            Arrisco a dizer que tenho realizado dois sonhos... O de escrever e de atuar. Crio meus próprios filmes e minhas próprias aventuras.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

REVISANDO.

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Visualize aquelas conhecidas máquinas de brinquedos dos Shoppings Center onde tem vários ursos de pelúcia dentro e uma garra no teto. É assim que eu vejo o meu cérebro, sendo cada pelúcia um pensamento meu. É uma luta diária tentando “pescar” algo dali. Às vezes vem exatamente o que eu quero. Outras não.
Faço aqui uma exposição dessas minhas ultimas tentativas em que a garra desceu várias vezes.
Seria esse um livro digno de encaminhar a uma editora? Vai agradar? Será o tema polêmico demais?  Devo reescrever algumas páginas? Mudar? E a lista vai longe, acreditem.
Com o tempo espero ter mais firmeza nos próximos títulos. E revisar conforme for escrevendo. Porque agora, revisando o livro todo, é como seu eu estivesse escrevendo novamente. É um trabalho cansativo, mas que acredito estar rendendo bons frutos.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

METÁFORA

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Essa velha conhecida dos amantes de leitura é muito bem vinda em determinados momentos. Inspirado no filme: Em Busca de um Sonho, pego a cebola como objeto de “estudo” e uso aqui como exemplo.
Todos nós temos isso. Varias camadas que vão se abrindo sozinhas com o tempo, seja pela idade que as fazem se soltar naturalmente ou por força externa que podem arrancá-las violentamente ou forçar você a se livrar da parte de fora que não tem mais utilidade. Surgindo assim uma nova camada novinha em folha que você até sabia que existia, mas não tinha se arriscado a mostrá-la antes ou mesmo uma camada que você nem sabia que era capaz de ter. Seja como for, uma vez feita essa nova descoberta você nunca mais voltará a sua forma original novamente.
Esta é a ideia de um dos personagens principais do meu livro.
Quantos assím não existem por ai? Quantos de nós todos os dias nos vemos mudando ou sendo obrigados a mudar. Pensando de maneira que jamais imaginaríamos ser possível. Temos a coragem de seguir em frente com a nova descoberta? Com o novo sentimento? Mas a maior dica de todas é: Não importa o que o mundo ou as pessoas façam com você. O importante é o que você vai fazer com você mesmo, para se sentir bem e feliz.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

AMIGOS ATÉ O FIM

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             O farmacêutico José não conseguia se decidir se oferecia sua ajuda ou chamava o IML assim que Marcio e Chris entraram na farmácia.
            Para quem não os conhecia poderia firmemente acreditar que eles competiam entre quem tinha a pior gripe. Chris trazia um terço a mão e andava como quem sobe a escadaria da penha pagando pegados. Um passo de cada vez entre rezas e terços, tamanho era o medo de chegar até o balcão. Marcio ia um pouco mais atrás como quem poderia correr tal qual um coelho assustado por uma leoa a qualquer movimento brusco do homem de branco.
            - Ola. Posso ajudá-los ou termino de matar logo?
            Marcio e Chris se olharam com ódio. Pegaram justo um piadista nesse momento difícil. Chris puxou ar com a pouca força que lhe restava pronta para responder com grosseria aquela afronta. Marcio a cutucou com o cotovelo lhe fazendo um gesto como quem diz: “Não compensa”.
            - A minha amiga precisa de uma aspirina.
            - Ela precisa de um balde de aspirina.
            - Eu to tentando. Juro. – Disse Chris bufando.
            - Deixando um pouco o momento circo de lado. – Disse Marcio com expressão de tédio dando uma forte chupada no nariz. – O que o palhacinho recomenda pra ela?
            - Muito difícil dizer. A senhora é casada?
            - Escuta meu amigo eu vim no mundo pra ser santa... Então colabora.
            José olhou para o teto dando um forte suspiro.
            - Tem que ser injeção. – Concluiu.
            - O meu pai. – Agarrou o terço com força.
            Marcio já olhava por todos os lados a saída de emergência com terror nos olhos.
            - É só uma picadinha. – Tentou acalmar os ânimos.
            - Isso é papo furado do pernilongo pra pernilonga. – Soltou Marcio raivoso.
            - Quer ir primeiro? – Apontou José para Marcio.
            Chris olhou pra ele como quem implora ajuda.
            - Eu preciso segurar na mão dela.
            - Não tem problema. Pode entrar os dois.
            José foi à frente indicando o caminho.
            - Eu vou, mas te levo junto.
            - Ai Marcio eu não quero mais brincar disso não.
            - Eu te enforco com esse terço. – Segurou firme a mão dela.
            José preparava calmamente a injeção no que mais parecia um ritual de tortura. A febre dos dois a esta altura já não lhe permitiam distinguir se estavam na farmácia ou em um matadouro.
            - Sarei gente. Meu Deus... Um milagre. - Ria Chris histericamente.
            Marcio virou-se de frente pra ela segurando-a pelos ombros com força.
            - Reage amiga. Tenha força, não se entrega a loucura................. UI.
            Ele mal percebeu a agilidade com que Jose levantou sua blusa e lhe aplicou a injeção.
            - Ele é o filho do cão Chris. Se salva.
            Chris virou bruscamente dando de cara com a porta sanfonada já estrategicamente fechada atrás dela.
            - Me tira daqui... Eu to BOA... TO ÓTIMA............ UI.
            José era uma maquina sem sentimento.
            - O total ficou em trinta e cinco reais. – Disse segurando uma maquina de cartão.
            Marcio tentou achar de onde ele tinha tirado aquela maquina com tanta agilidade.
            - Pago com ódio. Seu insensível. – Disse Chris entregando o cartão.
        Saíram da farmácia como quem levou uma surra se apoiando um ao outro em sinal de companheirismo.

O NASCIMENTO

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Escrever não é uma tarefa fácil. Inventar várias vidas atraentes o suficiente dentro de um livro também não. Talvez seja um dos motivos pelo qual sempre gostei de escrever, pois assim como a vida, nada é fácil. Escrevo e crio desde que me entendo por gente no papel e em minha mente. O que antes começou como uma forma de Historia em Quadrinhos com o tempo foi sendo lapidada pelas minhas experiências e vivências. Os livros passaram a fazer parte de minha vida e eu mergulhava neles de tal maneira que estava ali dentro, sentindo aquela emoção que me acompanhava mesmo depois de fechar as páginas. Aos poucos os personagens foram criando vida dentro de mim, se recriando. Quando me dei conta eles haviam mudado. Estavam vivos. Eu estava vivo passando meus pensamentos adiante. Aqui neste humilde blog você leitor é um convidado especial para entrar no meu mundo. Sinta-se a vontade para tornar esse aqui nosso espaço para lermos e aprendermos juntos. Bem vindo.

PS: ( Um super agradecimento especial ao meu amigo Romildo responsável pelo nome do Blog ).